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A cadeira num café

Se Portugal fosse um país

Toze, 06.10.19

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"Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!"

Quando se dignarem ler as imbecilidades deste post, tenham consciência que é natural que Portugal seja um do países mais pobres e endividados do mundo, mas com a histórica e utópica mania de que é rico.
Portugal enquanto Nação é desde esse descalabro monumental das descobertas, é pobretano arrogante, hipócrita, pedinte, com intoleráveis tiques de novo riquismo asqueroso, uma avassaladora tendência para a injustiça, desorganização, corrupção, uma profundíssima incapacidade para novos projectos, empreeendorismo,  para pensar e decidir o futuro.
Sem querer generalizar, Portugal é o espelho de muitos dos portugueses: preguiçoso, rabecado, propenso a vigarices, compadrios e confrangedoramente inculto, sem a menor preocupação com o contribuinte e consciência social.
Acreditar que o enrabamento orçamental do crescimento económico, que ano após ano vai surtir efeitos é tão plausível como a Scarlett Johansson passe aqui por Coimbra para me oferecer sexo  e um chocolate quente com sumo de limão e leite condensado.
E não me acusem de cepticismo, porque existe algures dentro de mim embora que escondido um optimista incorrigivel, alguém que ainda acredita nos amores à primeira vista, na capacidade de regenaração e de abraçar um projecto comum.
Mas esse projeto comum não começa em Portugal com umas quaisquer eleições que nos devolvam D. Sebastião, "o desejado": a reconstrução de um País começa em nós. Respondendo com verdade à sábia questão de Kennedy: "Não pergunte o que seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer pelo seu país!" 

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