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A cadeira num café

Misérias da vida...

Toze, 09.11.19

É horrível pôr um bebé num ecoponto. Mas que recursos acham que uma mulher sem abrigo, totalmente abandonada e desamparada, tem para lidar ccom uma gravidez e um recém nascido? E onde anda o pai? Porque é que ninguém está escandalizado com o progenitor masculino? Acham que o bebé foi obra do espírito santo?

2 comentários

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    Sarin 13.11.2019

    Três pontos muito questionáveis neste texto:
    1. "se a lei penal prevê a figura do infanticídio para os casos em que as mães matam os filhos no estado puerperal, ou seja, ainda sob a influência das emoções fortes que as hormonas libertadas durante o parto provocam, reconhecendo, desta forma, que esta influência as torna incapazes, muitas vezes, de pensar correctamente e as leva a agir de forma descompensada"
    O Infanticídio é isso tudo, e tem associada uma pena de prisão de 1 a 5 anos - esta mãe pode ser acusada de infanticídio na forma tentada, portanto não percebo a invocação do infanticídio como desculpabilizador seja do que for. Pior, parece que a autora do texto supõe que o crime seria menos grave se o bebé fosse abandonado sem assistência num caixotinho limpinho algures, o que parece demonstrar que a invocação da lei surge aqui apenas como forma de dar um aspecto legal ao que não passa de opinião (tão legítima como outra qualquer)
    2. "dominada por um homem qualquer de identidade desconhecida,"
    Nada o indica, não sei de onde surge a ideia e lamento que assim de propaguem opiniões como se factos.
    3. "que pariu no meio da rua sozinha, sem uma mão para segurar."
    Por opção própria, já que se esforçou por esconder a gravidez das assistentes sociais e do companheiro. Podemos discutir o porquê da opção, mas não podemos nem devemos culpar terceiros. É falsear a situação.


    A sociedade falhou-lhe, falhou-lhe a família - mas ela também se falhou a si mesma.
    Concordo que não se devem atirar pedras - aliás, não devemos fazer qualquer tipo de julgamentos, defesas ou ataques, sem estar na posse de todos os dados. Apelar à empatia dispensa douradinhos. E a mãe merece a nossa empatia e merece apoio. Mas o bebé também merece justiça - por acaso está bem. Podia não estar.
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